sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Devoção sem livre Arbítreo?



Bom, confesso que já pensei isso antes, inclusive já pedi isso a Deus outras vezes: "Deus me faz amá-lo, me faz ler a bíblia e fazer sua vontade". Mas para isso o livre arbítreo iria pro espaço, mas o que que tem né? Será que seria tão ruim ser devoto a alguma coisa sem ser por opção, sem ser por livre arbítreo? Bom, mais uma vez o filme do Senhor dos Anéis exemplifica isso muito bem, acho que qualquer um que tenha visto o filme se lembra bem do "rapaizinho" aí em cima... Smeagol, ou Góllum é um típico exemplo de devoção sem livre arbítreo.

O anel para Smeagol, é seu precioso, é o objeto de sua total devoção. Ele o ama e o idolatra e mesmo sabendo do mal que aquilo lhe causa ele é totalmente devoto a tê-lo e protegê-lo. É impressionante ver tudo o que ele faz e o que se permite passar, tudo o que ele se torna e a forma como ele se desumaniza por causa de sua devoção, impressionante, principalmente porque volta nos assuntos de sofrimento que falei a poucos posts, não estamos dispostos a sofrer nenhum pouco por Jesus, o objeto da nossa devoção. E o Góllum sofre horrores, mas não abre mão de seu precioso.

Concluímos que devoção sem livre arbítreo é escravidão. Mas livre arbítreo sem devoção é independência. E significa que Deus não é o nosso precioso. E então qual é o seu precioso. A Bíblia tem uma história muito boa pra isso também. Diz que um colecionador de pérolas descobre um terreno que tem uma pérola de grande valor, ou melhor, de maior valor, é a pérola mais valiosa que ele já viu, é sua preciosa, e por isso ele vende tudo o que tem (inclusive sua coleção de pérolas) para obter a pérola de maior valor. Isso é devoção, com livre arbítreo. Isso é amor e desejo dos redimidos. É Deus sendo a pérola de maior valor sendo o nosso precioso.

O maior objetivo



Recentemente comprei a trilogia dos Senhor dos Anéis por 50 reais na Saraiva (olha o merchan), e revi os três filmes. E isso me fez pensar em algumas coisas, uma delas (que pretendo compartilhar nesse post) é um pensamento que já vinha sendo desenvolvido pelo meu maninho a algum tempo, ou melhor o exemplo do senhor dos anéis aplicado a esse tema é que foi usado por ele antes. De qualquer forma o que venho a falar é como terminei dizendo no post anterior, qual é o nosso maior objetivo e o quanto com o passar do tempo ele passa a não ser mais o objetivo principal.

Em o Senhor dos Anéis, a sociedade do anel firma um compromisso onde seu maior objetivo é chegar até a montanha de Mordor e destruir o Anel de Sauron. Assim, eles passam por muito, muito tempo, lutando para conseguir cumprir esse objetivo. Destuir o anel é o objetivo mais importante de suas vidas. Assim grandes viagens são trilhadas, lutas que parecem perdidas são lutadas, e grandes desafios são cumpridos, porque o que é mais importante pra eles é Destruir o Anel.

Porém durante a jornada algumas coisas desviam a atenção de muitos dos heróis da sociedade. E a principal distração é o próprio anel. Ele gera cobiça pelo poder no coração das pessoas e por diversas vezes o desejo de manter o anel é mais forte do que o de destruí-lo e isso torna o objetivo muito mais difícil.

Assim também é com a nossa vida com Deus, tudo é transponível quando aumentar o nosso relacionamento com Deus é nosso maior objetivo. Mas quando outras coisas passam a ser mais importante, como nossa própria independência, desejos e cobiças. Essas coisas sempre nos distraem e dificultam em muito o objetivo de ter um relacionamento maior com Cristo. Mas sabemos que isso é de fato a coisa mais valiosa, é o melhor que podemos experimentar, e mesmo assim fazemos outras escolhas. Então muitas vezes desejamo que não tivéssemos livre arbítreo, que Deus meio que nos forsasse a adorá-lo e amá-lo com toda nossa devoção. Mas isso certamente seria algo horrível e ainda com o Senhor dos Anéis pratendo exemplificar isso no próximo post.

+ Relacionamento com Deus


Em meu último post falei um pouco sobre Agradecer e Reclamar. E nesse vou falar um pouco sobre sofrimento, o que num primeiro momento é algo associado a reclamar, mas é justamente o que quero levá-lo a pensar, será que o sofrimento não deveria ser um motivo a agradecer? Bom isso depende do sofrimento, ou melhor depende do motivo para o sofrimento existir.

Quando sofremos por desejarmos um maior relacionamento com Deus, ou por buscarmos isso, nossa atitude é sempre de gratidão. Paulo disse que queria participar do sofrimento de Cristo (Fp 3:10), porque isso significava experimentar um pouco mais de relacionamento com Deus. Jesus sofreu um bucado, e dizemos que queremos ser cristãos, pequenos cristos, imitadores de Jesus, mas quando chega o momento de imitarmos seus sofrimentos pulamos fora, por quê? Provavelmente (se não for "certamente"), porque nosso maior alvo não é um maior relacionamento com Deus, podemos até desejar isso, mas esse não é o nosso maior desejo. Segundo Ajith Fernando em seu livro "chamados para a dor e a alegria" quando desfrutar de um relacionamento com cristo é a mais doce e agradável experiência na vida, abre-se mão de qualquer outra coisa para estreitar esse relacionamento.

"Se esse é o nosso desejo, estreitar nosso relacionamento com Cristo, quando sabemos que o sofrimento aprofunda esse relacionamento, o sofrimento perde seu aguilhão. Nós passamos a não mais temê-lo. Em vez disso, quando ele surge, nós o transformamos em uma oportunidade de alcançar aquilo que desejamos: Nos aproximar ainda mais de Cristo"

Reveja se buscar a Deus e ter um relacionamento profundo ainda são seus maiores desejos é comum vivermos a vida e isso ir se tornando um objetivo secundário para nós. E é sobre isso que pretendo falar no próximo post...

Novo Ano de reclamações ou de gratidão


Olá, não podia deixar de postar no primeiro dia deste ano... graças a Deus as viagens deram um tempo pra eu voltar a postar, muito bem, desejo começar esse ano falando exatamente sobre ele mesmo. Sei que segundo a tradição muitos fazem promessas do que vão fazer no ano e tudo mais. Mas desafio você a encarar esse post não como uma promessa de ano novo e sim como uma decisão, e como eu já escreví em um post mais antigo, decisão é algo que só existe agora. Não se decide o que fazer no futuro (se planeja, ou se propõe, mas decidir não...). E a decisão que lhe convido a tomar é se você vai encarar esse ano com Gratidão ou com Reclamação.

Posso fazer uma enorme lista de reclamações e pedidos que gostaria que fossem transformados, curados, mudados, enfim descontentamentos. Poderia citar minha saúde, minhas dúvidas, meus pecados o que inclui fortemente meus pensamentos, minhas decisões, meu tempo gasto, meus bens materiais. Talvez você tenha se frustrado com essas coisas também, ou com seu trabalho, ou faculdade, ou não tenha passado no vestibular, ou ainda tenha tido problemas de relacionamento ou até passado festas ruins de fim de ano. Mas espere. Eu o desafio a não reclamar. Por dois grandes motivos, Deus conhece todas as coisas. Qualquer coisa que aconteça, ou aconteceu está sob o poder de Deus. E se você é amido dEle então pode ficar tranquilo porque ele quer o que for melhor pra você, mesmo que muitas vezes não entendamos, como algo como uma doença por exemplo, possa ser algo bom pra nós... O segundo motivo é que se não fosse por Deus e sua intervenção absurda na história da humanidade com a vida, a morte e a ressurreição de Cristo, se não fosse por seu amor inexplicável, você nunca existiria. Além de já existir e sem merecer ter a oportunidade de voltar a um relacionamento com Ele, Deus ainda te dá uma porção de coisas todos os dias, que não precisavam ser dadas, Ele nos enche de presentes, e na maioria das vezes os descartamos, ou não damos o devido valor, não só não agradecemos, como ainda reclamamos do que julgamos não estar bom.

Então decida hoje a ser agradecido, decida agora, não reclame, agradeça:
Agradeço por mais um ano que se acaba e um outro que começa, agradeço por ter grandes amigos e por ter a oportunidade de revê-los logo no começo desse ano. Agradeço pela minha família, pela minha história, pelas lutas e pelos presentes. Agradeço pelo amor de Jesus.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Porque as pessoas não vão a igreja?

Bom, apesar de estar de férias tá difícil a concorrência aqui no pc já que não sou o único a estar de férias, então tá complicado de postar todo dia, mas vamos ao que interessa. Vou postar um outro video interessante que achei no youtube, e gerar uma discussão aqui sobre igreja...



Essas razões presentes no video, num primeiro momento são encaradas como os motivos que as pessoas apresentam para nunca irem a igreja, mas se analisarmos cada um dos motivos vamos descobrir que eles também são válidos para os dias em que mesmo aqueles que frequentam uma igreja, resolvem não ir. Vamos analisar de perto esses motivos...

1) Com relação a organizar minha vida antes; Esse motivo é bem interessante e bem comum entre aqueles que frequentam uma igreja. Se algo está errado em minha vida, seja com Deus, com pessoas, com a família, ou o trabalho ou a estabilidade financeira, tudo isso pode ser motivo para tentarmos com nossas próprias forças estarmos no nível de sermos aceitos na presença de Deus e na igreja. Bem, nunca conseguimos, e por isso esse é um motivo perigoso para se faltar das atividades do corpo de Cristo, porque conforme o tempo passa mais nos distanciamos...

2) Com relação a igreja ter um bando de hipócritas, é um motivo muito comum pra qem nunca vai a igreja, apontar o erro dos que vão. Porém isso deveria ser um motivo de alívio pra eles... quero dizer, como permanecer em um lugar onde todos são perfeitos se ninguém de fato é? Pessoas na igreja ainda são pessoas e cometem erros. As vezes mesmo os frequentadores tem problema com isso. Acham que um líder ou mesmo uma outra pessoa na igreja não tem o direito de errar com ela. Esperam que na igreja tudo sempre seja perfeito, e se não for, então são hipócritas e não deveriam estar liderando ou conduzindo nada. Bem, graças a Deus a igreja é um lugar para pessoas imperfeitas, quando as pessoas não são julgadas elas se sentem em paz.

3) Com relação ao dinheiro é uma velha história né... o engraçado é como as pessoas generalizam essa questão, é uma atitude muito preconceituosa, oras, você vê na televisão que um médico safado (desculpe a expressão) esquarteja o corpo dos seus pacientes/vítimas e nem por isso deixa de ir a médicos. Você vê muitos outros profissionais como advogados, engenheiros, arquitetos e afins extorquindo e dando golpes e aumentando absurdamente o valor de seus serviços, mas você continua procurando seus serviços, porque afinal de contas não porque um ou outro fez que todo mundo é assim. Então porque é diferente com a igreja? "Pastor é tudo ladrão", "igreja só quer dar o golpe" são o tipo de coisa que ouvimos, mas só porque algumas tem um interesse financeiro não significa que todas sejam assim. As vezes mesmo dentro da igreja pensamos duas vezes se vamos contribuir com dinheiro, questionando a utilização da grana, e com tanto golpe por aí não culpo essa atitude, mas existem igrejas que deixam a mostra toda a utilização do dinheiro e permitem o direcionamento de ofertas para propósitos específicos, é só procurar uma igreja que tenha transparência com relação aos gastos...

4) A questão da vestimenta também persiste em existir. Mesmo quem já frequenta muitas vezes se sente incomodado de ir de chinelo ou bermuda. Na verdade a questão não é bem a roupa, mas o que estarão pensando a seu respeito devido as vestes que estiver trajando. Ainda assim por uma questão de custume é algo que inibe pessoas de estarem em reuniões da igreja. Claro que ao escolhermos nossa roupa temos que sempre nos lembrar de vestir algo que não tire a atenção das demais pessoas ou leve os demais a pecar.

5) Com relação a se sentir nervoso, acho que é uma questão mais pra quem desconhece, ou pra quem frequenta uma comunidade que tenha regras demais, quando as pessoas começam a se relacionar umas com as outras e se conhecerem, logo se sentem em casa e descobrem o prazer de compartilhar amizades. Então a liturgia que geralmente é o que causa o nervoso já fica em segundo plano.

6) Com relação a acreditar, bem também é uma questão mais para ingressantes na igreja, e isso é de fato uma grande barreira, mas as pessoas precisam saber que elas não precisam acreditar em tudo o que a igreja acredita, pelo menos não a princípio. Elas vão conhecendo a medida que o tempo passa e logo passam a compreender melhor algumas coisas e aos poucos Deus as convence. Mas ter dúvidas não só é uma coisa bem vinda como imprecindível. Temos que questionar mesmo pra compreender, conhecer e termos mais intimidade com Deus.

7) Com relação a homens afiminados, essa eu nunca tinha ouvido... não tem nem o que comentar né, totalmente preconceito.

8) Essa é a que eu mais gosto. Porque é algo que de fato afasta as pessoas da igreja, mesmo as que já frequentam. Tememos que os outros saibam o que fizemos e nos julguem, nos excluindo. Mas todos falhamos, e todos falhamos feio em determinadas áreas da nossa vida, ninguém é melhor do que ninguém por ter cometido mais ou menos pecados ou por errar em determinada área mas não em outra, todos somos pecadores de igual forma perante Deus, a única diferença que ele faz é nos que aceitaram seu perdão e nos que não aceitaram.

Por fim só duas últimas ressalvas. A tradução da mulher de óculos no final ficaria melhor assim "Onde está tudo bem, não estar tudo bem, sério!" ao invés de "é normal não ser normal"...
E aparece a igreja deles no final, mas é lá nos estados unidos, então se procura por uma igreja assim pode visitar a minha, fica em Vinhedo no bairro aquário, mais informações aos interessados: http://www.comunidadedevinhedo.com.br/

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Red Baloon

Gente que saudades de postar, finalmente agora de férias inauguro o fim das férias do blog (rs), então vamos ao que interessa... bem vou postar aos poucos pq faz tempo que não posto, então resolvi começar com um video excelente do OneTimeBlind (que finalmente foi legendado), "Red Baloon", tenho certeza de que vai ser muito produtivo para os que ainda não conhecem, e pra quem já conhece, bem, é bom do mesmo jeito, vale a pena reconferir...