quinta-feira, 25 de março de 2010

Intermind




O título e o slogan do blog são respectivamente: Intermind, Uma conexão de pessoas e pensamentos. E é justamente essa a minha proposta hoje, quero compartilhar alguns pensamentos com vocês.

-Nossa, o desenho do post anterior não sai da minha cabeça, parece que Deus tá falando muito sobre sua graça entre as pessoas que eu conheço ultimamente.
-A semana voou, sempre passa mais rápido quando eu mantenho uma relação saudável de relacionamento com Deus.
-Nossa tem um monte de textos pra terça-feira melhor ir lendo aos poucos dês de já.
-Que clima esquisito, hoje choveu o mundo inteiro aqui em São Paulo, de dar medo, e ainda assim estou morrendo de calor.
-Provérbios é um livro muito legal, tem diversas dicas excelentes, mas colocá-las todas juntas deixa difícil de assimilar tudo, deveria existir uma caixinha de provérbios (como aquelas caixinhas de promessas).
-Hoje comecei a fazer um exercício de redesenhar (copiando no InDesign) uma capa de livro, hehe, logo, logo vou estar editorando...
-É incrível como é mais fácil se manter conectado com Deus e consequentemente com o resto do corpo de Cristo (mesmo que não fisicamente) quando se tem uma certa responsabilidade de orar por pessoas (amigos, família, etc).
-Sábado = Mosaico + MPC = Muito Loko
-Estou querendo voltar as raízes desse blog e voltar a definir um tema por dia para escrever, acho que facilita o processo criativo...

E você, no que está pensando? Compartilhe comentando...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Histórias de Deus (2)

Nossa... minha temporada de verão foi muito mais longa do que o tempo em que passei em BH, sinto muito por ter feito vocês esperarem tanto. Mas finalmente mais uma vez me sinto pronto para retomar as atividades do Blog, quem sabe dessa vez a minha freqüência assídua dura mais tempo né...
Bom, eu finalmente achei um vídeo que estava procurando a um tempão, mas só o encontrei em inglês, o vídeo é um pequeno episódio de um desenho da disney "Aconteceu no Natal do Mickey" e é a última das três histórias desse desenho, apesar de ser em inglês acho que pelo contexto e por ser desenho dá pra entender bem. A história que quero contar hoje é a melhor história de todas e acho que o vídeo ilustra um pouco do que quero contar. Sei que é um pouco grande, mas vale muito a pena.




Caso alguém não tenha entendido bem vou explicar resumidamente. Mickey e Minnie são um casal. O natal se aproxima e ambos estão sem condições financeiras de comprar um presente para o outro, eles se esforçam para dar de presente algo que estivesse relacionado ao objeto que o cônjuge mais valorizava (no caso do Mickey a gaita e no da Minnie o relógio), dão umas indiretas no começo do episódio falando o que pretendem comprar, mas o outro parece não entender bem. Se esforçam em seus trabalhos para conseguirem dinheiro a tempo de comprar o presente, mas outros empecilhos acontecem em seus trabalhos e eles continuam sem grana para comprar o presente. Então ambos decidem trocar aquilo que é mais precioso para presentear seu respectivo cônjuge. Quando chegam em casa e trocam os presentes percebem que os dois fizeram a mesma coisa. A frase mais linda do episódio é dita nessa cena, pela Minnie: "Ó Mickey eu nem acredito que você abriu mão daquilo que te era mais valioso por mim".

Nossa, essa é a segunda vez que vejo esse desenho e as duas vezes eu chorei. Porque inevitavelmente eu me lembro da graça de Deus. Eles só abriram mão do que era mais valioso pra eles, porque ainda mais valioso que os objetos, era para eles o seus respectivos cônjuges. Deus da mesma forma nos ama muito, mais do que a qualquer coisa, porque abriu mão da vida de seu único filho por nossa causa, abriu mão do que lhe era mais valioso, por mim, sem esperar nada em troca. No desenho nenhum dos dois sabia que o outro faria o mesmo, eles não agiram esperando algo em troca, foi tudo exclusivamente por amor.

Não consigo evitar de me perguntar o quanto eu amo a Deus depois de ver e pensar em todas essas coisas... ele não espera que eu faça nada em troca do que ele fez por mim, mas por amor eu desejo fazê-lo, muitas vezes fico cego diante de tantos objetos que valorizo, e acabo não percebendo que Jesus é pra mim muito mais valioso que qualquer outra coisa.

Mais uma vez estou, e convido você a também estar diante de Deus e abrir mão de todas as outras coisas que você valoriza para presenteá-lo com a sua devoção, com o seu amor, recursos e tempo. Não por obrigação, porque ele não exige isso de nós, mas por amor.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Temporada de Verão

Mais uma vez sinto em ter de interromper a frequência dos posts, mas nesse domingo estarei viajando para BH no acampamento da MPC, onde ficarei por cerca de 20 dias, portanto sentirei saudades de você, mas ficarei sem postar por um tempo, aguardem o meu retorno...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Histórias de Deus (1)

Escrevo esse post para incentivar você a parar para perceber sempre o que Deus está fazendo na sua vida, como a sua história tem sido trabalhada por ele. Na pós-modernidade uma das maiores queixas das pessoas (inclusive das cristãs) é a dúvida. Temos que tomar decisões demais, cedo demais. E muitas vezes nos preocupamos com o que será delas no futuro, o que acontecerá devido a ter tomado tal decisão. Aos cristãos tenham bom ânimo, Deus está sempre interagindo em nossa história e quero dar alguns exemplos aqui, sobre isso, sobre como as vezes nos preocupamos demais ou temos medo das situações mas ainda assim Deus está no controle.

A primeira história é uma sobre mim. Para quem não sabe, eu sofro de uma doença genética chamada displazia, o que no meu caso ocasionou o fato de eu ter nascido sem 22 dentes permanentes. Logo exceto por raras excessões quando um dente meu cai, nenhum outro substitui, fico banguela até que eu faça um impante. Atualmente estou banguela de 5 dentes no total, mas nem dá pra perceber, tanto que se eu não conto essa história as pessoas nunca perceberiam a minha falta de dentes. Mas o incrível é a história toda que se passou. Nasci assim, mas só descobri (ou melhor minha família descobriu) que tinha tal doença por volta dos 3 anos de idade. Quando brincando com meu irmão mais velho bati com tudo o rosto no chão e perdí os dois denetes da frente. Fui ao dentista de meus pais, o Armando, lá em Ribeirão Preto (na época eu morava em Balneário Camboriú). Ele fez um aparelho com meus próprios 2 dentes para que eu como criança não desacostumasse a morder e comer normalmente enquanto os dentes permanentes crescescem (eu suponho), mas no processo foram feitos alguns exames como radiografia panorâmica e voalá, descobriu-se que eu não tinha a formação de diversos dentes permanentes (porém os dois que eu quebrei eu tinha). Isso já foi algo importante, se não demoraria muito a descobrir da doença e meus pais possivelmente até se preocupariam com o fato de meus dentes de leite não cairem nunca (e estão a maioria comigo até hoje, bem úteis na boca rs).

Mas a história continuou. Meus dentes permanentes (os da frente) cresceram separados, bem separados na verdade. Qualquer um que tenha me conhecido na época se lembra bem disso. E eu fiquei com eles separados por algum tempo, se não me engano quando estava lá pela sexta série (ou como é chamado atualmente, sétimo ano), não podia mais adiar, precisava de um aparelho que juntasse os dentes da frente, o único problema, é que um aparelho comum mexeria com toda a minha "sensível" arcada dentária e poderia acelerar a perda dos meus dentes de leite. Eu já morava em Rio Claro fazia algum tempo, mas continuava frequentando o agora "meu" dentista em Ribeirão (eh, Armando hein, rs), e para fazer um aparelho que juntasse os dois dentes da frente sem mecher nos demais seria necessário fazer uma cirurgia que colocasse duas peças na minha gengiva superior e usando essas peças como suporte fazer um aparelho apenas para os dois dentes da frente, assim como estava embasada nas peças e consequentemente na gengiva não afetaria as demais áreas da arcada. O único problema é que essas peças eram raríssimas no Brasil e cada uma custava mil dólares (que na época valiam quase 3 reais), inacreditavelmente uma das raríssimas cidades do Brasil que possuiam a peça era Rio Claro, e a pessoa que as possuía quando soube da minha história as deu de graça (2000 dólares Oo), a cirurgia também foi coberta pelos dentistas e cirurgiões e no fim das contas fora a dor e o stress da cirurgia não gastei nada, fantástico.

A história continua até hoje, muitos dos meus dentes de leite ainda permanecem firmes, mas como eu disse 5 já se foram, e o último que se foi tá dando trabalho porque deixou um nervo exposto. Pensar que logo eu terei que fazer o implante de trocentos dentes não é algo agradável, provavelmente será dolorido e muito caro, sem falar no tempo que vai gastar, ainda não sei se terei que trancar a facul por um tempo pra dar conta, mas querem saber, não estou preocupado, depois de ver Deus fazer tanto nessa minha história é quase que ridículo temer que ela fuja do controle de Suas mãos. Analisar as obras de Deus na nossa história nos traz confiança para acreditar no controle dEle sobre nosso futuro.

Conto outras histórias nos próximos posts.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Devoção sem livre Arbítreo?



Bom, confesso que já pensei isso antes, inclusive já pedi isso a Deus outras vezes: "Deus me faz amá-lo, me faz ler a bíblia e fazer sua vontade". Mas para isso o livre arbítreo iria pro espaço, mas o que que tem né? Será que seria tão ruim ser devoto a alguma coisa sem ser por opção, sem ser por livre arbítreo? Bom, mais uma vez o filme do Senhor dos Anéis exemplifica isso muito bem, acho que qualquer um que tenha visto o filme se lembra bem do "rapaizinho" aí em cima... Smeagol, ou Góllum é um típico exemplo de devoção sem livre arbítreo.

O anel para Smeagol, é seu precioso, é o objeto de sua total devoção. Ele o ama e o idolatra e mesmo sabendo do mal que aquilo lhe causa ele é totalmente devoto a tê-lo e protegê-lo. É impressionante ver tudo o que ele faz e o que se permite passar, tudo o que ele se torna e a forma como ele se desumaniza por causa de sua devoção, impressionante, principalmente porque volta nos assuntos de sofrimento que falei a poucos posts, não estamos dispostos a sofrer nenhum pouco por Jesus, o objeto da nossa devoção. E o Góllum sofre horrores, mas não abre mão de seu precioso.

Concluímos que devoção sem livre arbítreo é escravidão. Mas livre arbítreo sem devoção é independência. E significa que Deus não é o nosso precioso. E então qual é o seu precioso. A Bíblia tem uma história muito boa pra isso também. Diz que um colecionador de pérolas descobre um terreno que tem uma pérola de grande valor, ou melhor, de maior valor, é a pérola mais valiosa que ele já viu, é sua preciosa, e por isso ele vende tudo o que tem (inclusive sua coleção de pérolas) para obter a pérola de maior valor. Isso é devoção, com livre arbítreo. Isso é amor e desejo dos redimidos. É Deus sendo a pérola de maior valor sendo o nosso precioso.

O maior objetivo



Recentemente comprei a trilogia dos Senhor dos Anéis por 50 reais na Saraiva (olha o merchan), e revi os três filmes. E isso me fez pensar em algumas coisas, uma delas (que pretendo compartilhar nesse post) é um pensamento que já vinha sendo desenvolvido pelo meu maninho a algum tempo, ou melhor o exemplo do senhor dos anéis aplicado a esse tema é que foi usado por ele antes. De qualquer forma o que venho a falar é como terminei dizendo no post anterior, qual é o nosso maior objetivo e o quanto com o passar do tempo ele passa a não ser mais o objetivo principal.

Em o Senhor dos Anéis, a sociedade do anel firma um compromisso onde seu maior objetivo é chegar até a montanha de Mordor e destruir o Anel de Sauron. Assim, eles passam por muito, muito tempo, lutando para conseguir cumprir esse objetivo. Destuir o anel é o objetivo mais importante de suas vidas. Assim grandes viagens são trilhadas, lutas que parecem perdidas são lutadas, e grandes desafios são cumpridos, porque o que é mais importante pra eles é Destruir o Anel.

Porém durante a jornada algumas coisas desviam a atenção de muitos dos heróis da sociedade. E a principal distração é o próprio anel. Ele gera cobiça pelo poder no coração das pessoas e por diversas vezes o desejo de manter o anel é mais forte do que o de destruí-lo e isso torna o objetivo muito mais difícil.

Assim também é com a nossa vida com Deus, tudo é transponível quando aumentar o nosso relacionamento com Deus é nosso maior objetivo. Mas quando outras coisas passam a ser mais importante, como nossa própria independência, desejos e cobiças. Essas coisas sempre nos distraem e dificultam em muito o objetivo de ter um relacionamento maior com Cristo. Mas sabemos que isso é de fato a coisa mais valiosa, é o melhor que podemos experimentar, e mesmo assim fazemos outras escolhas. Então muitas vezes desejamo que não tivéssemos livre arbítreo, que Deus meio que nos forsasse a adorá-lo e amá-lo com toda nossa devoção. Mas isso certamente seria algo horrível e ainda com o Senhor dos Anéis pratendo exemplificar isso no próximo post.